O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) confirmou oficialmente nesta segunda-feira (3) que não disputará o Governo de Minas Gerais nas eleições deste ano. O parlamentar, que aparecia na liderança isolada das pesquisas de intenção de voto no estado, alegou motivos de ordem pessoal e familiar para retirar o seu nome da corrida eleitoral.
Em pronunciamento, Cleitinho fez um apelo emocional e pediu desculpas diretas ao eleitorado mineiro e aos apoiadores que defendiam a sua candidatura.
💬 "Preciso cuidar de mim e da minha família", justifica o senador
Ao explicar a decisão, o parlamentar ressaltou o desgaste e o momento de luto vivenciados recentemente por sua família em razão do falecimento de seu irmão, que enfrentou complicações de saúde decorrentes de um tratamento contra o câncer.
"Ao povo mineiro, que me fez liderar as pesquisas, eu peço perdão por não estar bem agora nesse momento. Vou continuar seguindo meu caminho aqui, honrando vocês", declarou o senador.
Cleitinho ressaltou que sua prioridade no momento é oferecer suporte à mãe e à família, além de preservar sua saúde e equilíbrio pessoal.
🏛️ Entendimento com a direção do Republicanos
A decisão de não disputar o cargo executivo em Minas Gerais encerra dias de indefinição interna entre o parlamentar e a executiva do Republicanos. Na última semana, o partido havia emitido uma nota citando a ausência de confirmação formal da candidatura.
Nesta segunda-feira, o presidente nacional da legenda, deputado federal Marcos Pereira, declarou apoio e respeito à decisão tomada pelo senador:
Apoio partidário: A direção da sigla afirmou compreender que a integridade física, mental e o bem-estar familiar do parlamentar se sobrepõem à disputa eleitoral.
Permanência no Senado: Cleitinho continuará exercendo normalmente o seu mandato no Senado Federal representando Minas Gerais.
📊 Impacto na corrida ao Palácio Tiradentes em 2026
A saída de Cleitinho Azevedo provoca um forte rearranjo no cenário político mineiro. Por liderar os levantamentos de intenção de voto, sua desistência abre espaço para a reconfiguração de alianças e o surgimento de novas pré-candidaturas entre os blocos de situação e oposição no estado.
Nos bastidores da política mineira, legendas aliadas já iniciaram conversas para reorganizar as chapas majoritárias que disputarão o Governo do Estado e o Senado.



