O primeiro debate entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial foi marcado por ataques, acusações e momentos de confronto direto na noite deste domingo (18).
O encontro, promovido pela Band, ocorreu a uma semana da votação que definirá o presidente da República.
Corrupção, segurança pública, saúde, economia, relações internacionais e o fim da escala 6x1 apareceram ao longo dos blocos.
Corrupção domina parte do debate
Logo no início, Flávio direcionou ataques ao presidente e mencionou investigações e suspeitas envolvendo pessoas próximas à família de Lula.
Lula respondeu trazendo episódios relacionados ao adversário e cobrou explicações sobre a tentativa de captação de recursos para um filme sobre Jair Bolsonaro.
As acusações foram utilizadas repetidamente pelos dois candidatos, reduzindo em alguns momentos o espaço destinado à apresentação detalhada de propostas.
Segurança expõe diferenças
Flávio prometeu endurecer o combate às organizações criminosas, defendeu redução da maioridade penal e anunciou a intenção de ampliar sistemas de câmeras para identificação de suspeitos.
Lula defendeu a aprovação da PEC da Segurança Pública e a criação de um Ministério da Segurança Pública, com maior coordenação entre União, estados e municípios.
Saúde também entrou no confronto
Na área da saúde, Flávio falou em levar ao SUS um padrão de atendimento semelhante ao de hospitais privados e defendeu prontuário eletrônico integrado e expansão da telemedicina.
Lula citou o Mais Médicos, medicamentos gratuitos, hospitais federais e políticas para acelerar o diagnóstico e o tratamento de pacientes com câncer.
Os dois também divergiram ao discutir a atuação do governo federal durante a pandemia de Covid-19.
Escala 6x1
A mudança na jornada de trabalho também apareceu no debate.
Flávio afirmou ter mudado de posição e apoiado o fim da escala 6x1 depois de ouvir trabalhadores durante a campanha. Lula questionou a trajetória do adversário em temas trabalhistas.
Na economia, os dois apresentaram abordagens diferentes para custo de vida, endividamento, crédito e papel do Estado.
O último debate presidencial previsto antes da eleição está marcado para sexta-feira (23), na TV Globo.



