Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Política

Manifestação ou vandalismo? Ato pró-Lula na Paulista termina com tumulto, pichações e denúncias

Marcha reuniu milhares de apoiadores do presidente no domingo (11), mas dispersão teve registros de depredação, confusão e relatos de agressões

Manifestação ou vandalismo? Ato pró-Lula na Paulista termina com tumulto, pichações e denúncias

A manifestação em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizada neste domingo (11) na Avenida Paulista, em São Paulo, terminou em meio a registros de tumulto, pichações e depredação durante a dispersão dos participantes.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que a Polícia Militar acompanhou ocorrências na região depois do ato. Segundo a corporação, houve registros de confusão e danos em acessos de estações do Metrô. 

Imagens divulgadas pela imprensa mostram pessoas sobre a cobertura de vidro da estação Trianon-Masp e estruturas pichadas. Em uma delas, aparece a frase “Viva a Revolução”. Não havia, até então, confirmação sobre quem realizou a pichação nem sobre o momento exato em que ela foi feita. 

Metrô contesta versão sobre danos

Apesar do relato da Polícia Militar, o Metrô de São Paulo informou que, até o início da noite de domingo, não havia registro oficial de vandalismo ou danos materiais nas estações da região.

Segundo a empresa, a operação foi reforçada para controlar o grande fluxo de passageiros e preservar a segurança durante a manifestação. 

Algumas estações tiveram acessos temporariamente fechados devido à concentração de pessoas, o que provocou reclamações de usuários que precisaram buscar outras alternativas para embarcar. 
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Denúncias de agressão também repercutem

Além dos episódios envolvendo o patrimônio público, duas mulheres denunciaram agressões e ameaças durante a manifestação.

Uma delas afirmou ter sido atacada depois de exibir um material relacionado ao adversário de Lula na disputa presidencial. Os relatos foram divulgados por veículos de imprensa e seguem como denúncias feitas pelas envolvidas.

Ato reuniu milhares na Paulista

Antes dos episódios registrados na dispersão, a manifestação ocupou vários quarteirões da Avenida Paulista e reuniu movimentos sociais, estudantes e apoiadores de Lula.

Durante o discurso, o presidente buscou mobilizar principalmente eleitores jovens e reforçou temas da campanha para o segundo turno. A manifestação fez parte da estratégia do PT para ampliar a mobilização na reta final da disputa presidencial. 

A campanha de Lula afirmou que mais de 1 milhão de pessoas participaram do evento, mas a Polícia Militar não havia divulgado uma estimativa oficial de público até a noite de domingo. 

Manifestação ou vandalismo?

O direito à manifestação é garantido pela Constituição e faz parte do processo democrático. Atos de depredação, agressão ou ameaça, porém, não se confundem com o exercício pacífico desse direito.

As imagens e denúncias do domingo passaram a alimentar uma nova disputa política nas redes sociais: de um lado, apoiadores de Lula destacam o tamanho da mobilização; de outro, críticos cobram responsabilização pelos episódios de violência e danos registrados após o ato.

O que aconteceu na Paulista, portanto, reúne duas realidades distintas: uma manifestação política de grande porte e episódios pontuais de tumulto, pichação e denúncias de agressão que agora também passam a fazer parte da repercussão do evento.

E para você: manifestação ou vandalismo? Onde termina o direito de protestar e começa o abuso?