Sexta-feira, 30 de outubro de 2026
Cidades

MPF pede paralisação de mineradora em Betim por impactos em comunidades indígenas

Ação judicial questiona atividades com explosivos e aponta possíveis danos às aldeias Katurãma e Ilha Grande.

MPF pede paralisação de mineradora em Betim por impactos em comunidades indígenas

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação civil pública para pedir a paralisação das atividades de mineração e do uso de explosivos pela empresa Verdebrita Beneficiamento e Comércio de Minérios, em Betim.

A iniciativa busca proteger as comunidades indígenas Katurãma e Ilha Grande, dos povos Pataxó e Pataxó Hã-Hã-Hãe. Segundo o MPF, moradores relatam impactos provocados pelas atividades de extração de rochas, incluindo trepidações e possíveis rachaduras nas residências.

Consulta às comunidades está no centro da ação

Além da paralisação, o Ministério Público pede que seja garantido o direito à consulta livre, prévia e informada dos povos indígenas potencialmente afetados pelo empreendimento.

Esse procedimento busca assegurar que as comunidades sejam ouvidas antes de decisões que possam impactar seus territórios e modos de vida.

Caso será analisado pela Justiça

O pedido de paralisação depende de decisão judicial. A ação também coloca em discussão os impactos ambientais e sociais da atividade minerária na região.

A reportagem deve acompanhar os próximos desdobramentos e ouvir a empresa sobre as alegações apresentadas pelo MPF.

Fonte: Ministério Público Federal.