Uma grande ofensiva contra o crime organizado movimentou o Vale do Rio Doce e regiões vizinhas nesta quinta-feira (20). Denominada Operação Occasus Solis, a ação foi deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em parceria com a Polícia Militar.
O objetivo principal da força-tarefa é desmantelar uma estrutura criminosa bem organizada que atuava no tráfico de drogas, em crimes violentos e na lavagem de dinheiro em municípios mineiros e com ramificações no Espírito Santo.
🚔 Prisões, apreensões e bloqueio milionário
Até o momento da divulgação dos balanços parciais, as forças de segurança já haviam cumprido 18 dos 22 mandados de prisão expedidos. Além disso, duas pessoas que não constavam na lista inicial de alvos foram presas em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e tráfico de entorpecentes.
A operação resultou em diversas apreensões e medidas patrimoniais contra a facção:
Apreensão de material: Armas de fogo e porções de cocaína e maconha foram recolhidas pelas equipes em campo.
Asfixia financeira: A Justiça determinou o bloqueio de ativos financeiros dos investigados até o limite de R$ 3,49 milhões, além do sequestro de veículos utilizados no transporte de entorpecentes.
Comando de dentro dos presídios: As investigações apontaram que lideranças do grupo continuavam emitindo ordens de dentro de unidades prisionais com o uso irregular de aparelhos celulares.
Alvo no exterior: Um dos investigados apontados pela operação está no exterior e teve seu nome incluído na lista da Difusão Vermelha da Interpol a pedido do Ministério Público.
🛡️ Atuação integrada entre estados
A estrutura do grupo funcionava com clara divisão de tarefas, englobando fornecedores, transportadores, gerentes regionais, operadores financeiros e vendedores que atuavam comercializando maconha, cocaína e crack. Para disfarçar os lucros ilícitos, investigados usavam estabelecimentos comerciais como fachada para lavagem de dinheiro.
Para cumprir os mandados em cidades como Itabirinha, Governador Valadares, Ipatinga, Mantena e municípios capixabas, a ação mobilizou cerca de 90 policiais militares. A força-tarefa contou ainda com o apoio técnico dos Gaecos de Ipatinga e do Espírito Santo, além da Polícia Militar de Rondônia.
Os detalhes sobre a investigação e os desdobramentos operacionais foram disponibilizados nas plataformas do Ministério Público de Minas Gerais e na cobertura policial do Diário do Rio Doce.
As investigações continuam em andamento para localizar os demais alvos foragidos e contabilizar o total de materiais apreendidos pelas equipes policiais.



