Sexta-feira, 30 de outubro de 2026
Cidades

Câmara de Betim aprova projeto que prevê incentivo fiscal para escolas que atendem alunos autistas

Proposta autoriza redução ou isenção de ISSQN para instituições privadas que comprovem investimentos em profissionais especializados e recursos de inclusão; texto ainda depende dos próximos trâmites para entrar em vigor

Câmara de Betim aprova projeto que prevê incentivo fiscal para escolas que atendem alunos autistas

A Câmara Municipal de Betim aprovou um projeto de lei que prevê a concessão de benefícios fiscais a escolas particulares que investirem na estrutura de atendimento a estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O Projeto de Lei 163/2026, de autoria do vereador Professor Alexandre Xeréu, foi aprovado em duas discussões, realizadas nos dias 20 e 27 de outubro. A proposta estabelece a possibilidade de redução ou isenção do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) para instituições que cumprirem os requisitos previstos no texto.

A iniciativa tem como objetivo estimular a ampliação de recursos e profissionais voltados à educação inclusiva na rede privada de ensino.

O que prevê o projeto?

Pelo texto aprovado, as instituições poderão ter acesso ao benefício fiscal conforme os investimentos realizados para melhorar o atendimento aos estudantes com TEA.

Entre as exigências previstas estão a contratação ou manutenção de profissionais especializados, além da aquisição de materiais pedagógicos e equipamentos adaptados.

A proposta também estabelece critérios relacionados à comprovação da qualificação dos profissionais e à manutenção de informações atualizadas junto aos órgãos municipais competentes.

A intenção é vincular a concessão do incentivo tributário à existência de medidas concretas de inclusão dentro das instituições de ensino.

Benefício fiscal também abre debate sobre fiscalização

A aprovação do projeto coloca em discussão a relação entre incentivo tributário e melhoria dos serviços educacionais oferecidos aos estudantes autistas.

Um dos pontos centrais será garantir que a eventual redução de impostos resulte em investimentos efetivos na estrutura das escolas e no atendimento aos alunos.

Também será necessário acompanhar os critérios de fiscalização, a comprovação dos investimentos e a manutenção das condições exigidas para que as instituições continuem recebendo o benefício.

Projeto ainda precisa cumprir os trâmites legais

Apesar da aprovação pelos vereadores em duas discussões, o projeto ainda depende dos procedimentos legais seguintes, incluindo a etapa de sanção do Executivo, para que possa entrar em vigor.

Caso seja sancionado, caberá à administração municipal regulamentar a aplicação da medida e definir os procedimentos para comprovação e fiscalização das exigências.

O tema envolve duas questões de interesse público: o fortalecimento da inclusão escolar e a responsabilidade na concessão de benefícios fiscais com recursos municipais.