A corrida ao Governo de Minas Gerais ganhou mais um capítulo dramático. Menos de 24 horas depois de gravar um vídeo em lágrimas anunciando que abriria mão de sua pré-candidatura devido ao luto pela morte do irmão e questões de saúde mental, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) voltou atrás e fez um apelo público para retornar à disputa, conforme detalhado pelo portal SBT News.
Contudo, a reação da direção do Republicanos foi dura: a cúpula partidária confirmou o veto e barrou a reviravolta tentada pelo parlamentar.
🎭 "Quem nunca errou?": O apelo de Cleitinho
A mudança de posicionamento ocorreu durante as movimentações partidárias em Brasília. Segundo cobertura divulgada pelo NC News e pelo portal O Hoje, Cleitinho admitiu que agiu no calor da emoção no dia anterior e pediu uma nova chance à executiva da legenda:
"Eu venho vivendo um período de luto há 15 dias e ontem, na hora que fui decidir essa situação, tive um momento de vulnerabilidade. Não estava bem e fiz esse vídeo. Peço humildemente, do fundo do meu coração, que o partido reavalie. Quem nunca voltou atrás? Quem nunca errou? Que levante a mão", declarou o senador.
🚫 Por que o Republicanos manteve o veto?
Apesar do forte apego popular e de liderar as pesquisas de intenção de voto no estado em levantamentos recentes, a direção nacional e regional do Republicanos optou por manter a decisão de não lançá-lo ao Palácio Tiradentes.
Entre os motivos apontados nos bastidores políticos para a manutenção do veto estão:
Instabilidade de Planejamento: Os sucessivos recuos e hesitações do parlamentar nos últimos meses minaram a confiança da executiva partidária na sustentação de uma campanha majoritária de alto custo.
Montagem de Chapa: O vaivém comprometeu as negociações de alianças regionais e a estruturação das candidaturas a deputado federal e estadual.
Posição de Neutralidade: O partido definiu nacionalmente uma postura de neutralidade na eleição presidencial, liberando as bancadas locais para composições estratégicas.
Com o encerramento das negociações, Cleitinho continuará cumprindo seu mandato no Senado Federal até 2030, enquanto o Republicanos redireciona suas articulações em Minas Gerais.



