O InternetLab, renomado centro de pesquisa em direito e tecnologia, divulgou um estudo abrangente analisando os novos cenários e desafios para a integridade das Eleições 2026 no Brasil. O levantamento lança luz sobre o impacto do avanço de ferramentas de Inteligência Artificial (IA), a responsabilidade das grandes plataformas digitais (big techs) e os padrões de violência política no ambiente virtual.
O relatório busca orientar órgãos públicos, plataformas e a sociedade civil sobre como proteger a democracia no ecossistema digital.
🤖 Inteligência Artificial e a integridade das campanhas
Um dos pontos centrais do documento é a evolução acelerada das ferramentas de IA generativa desde o último pleito. O estudo ressalta que o uso de deepfakes, simulações de áudio e automação de disparos de conteúdo representam ameaças reais à decisão informada do eleitor.
O estudo analisa o cumprimento e a aplicação das resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as Eleições 2026, que exigem a sinalização explícita de qualquer conteúdo modificado ou gerado por tecnologia e proíbem o uso de manipulações maliciosas capazes de alterar o contexto de declarações públicas.
🛡️ Moderação de plataformas e violência política
A atuação das redes sociais (como Meta, TikTok, X e Google) no combate a discursos de ódio e campanhas coordenadas de desinformação também recebeu destaque crítico no levantamento do InternetLab. Entre os principais tópicos abordados, destacam-se:
Violência Política de Gênero e Raça: Aumento no volume de ataques direcionados a candidatas mulheres, pessoas negras e da comunidade LGBTQIA+, exigindo canais de denúncia mais rápidos e eficientes.
Transparência em Anúncios: A necessidade de maior clareza nas bibliotecas de anúncios e no uso de microdirecionamento (microtargeting) de propaganda eleitoral paga.
Velocidade de Resposta: A importância de aprimorar os fluxos de moderação de conteúdo para evitar que desinformações sobre o sistema de votação viralizem antes de serem checadas.
"O fortalecimento da integridade eleitoral no ambiente digital não depende apenas de proibições jurídicas, mas sim de uma atuação transparente das plataformas e do fortalecimento do letramento digital da população."



